Na sua generalidade toda a gente se acha assertiva, mas será que é? Ou será que não sofre de sincericídio?
Tenho o direito de dizer o quero, independentemente do outro estar preparado para ouvir? Tenho o direito de dizer o que quero independentemente da maneira como o outro se vai sentir?
Assertividade passa por perceber quem está à nossa frente, passa por ser empático independentemente de concordarmos com o que nos está a ser dito. Assertividade é saber respeitar os sentimentos do outro e esclarecer de forma clara os nossos.
É saber que eu consigo ter a minha opinião, respeitar a minha liberdade, continuando a ter capacidade para ouvir e para perceber o meu interlocutor.
É expressar o que sinto respeitando, mas não deixando espaços cinzentos. O que digo e o que quero dizer têm de estar em consonância e têm de ser entendido. O meu companheiro de comunicação deve entender claramente o que estou a transmitir.
Assertividade é o equilíbrio entre a passividade e a agressividade. É o equilíbrio entre os sentimentos e comportamentos que engulo e os que exponho sem olhar a meios.
Assertividade não pode ser extemporânea, tem de ser atempada. Na hora e no local certos. De outro modo corro o risco de me entupir com sentimentos que quando explodem sairão de modo caótico, não dando espaço para entendimentos.
Quando digo o que penso e sinto, esclareço que não estou aberto a chantagens emocionais, que não tenho que esconder o que sinto e que não tenho de ser assim ou assado só para agradar A, B ou C.