Decisão – Separação

Aceitar é uma escolha, mudar é uma decisão 

A história da Marta e do Paulo.

Casaram novos. Estavam apaixonados. Da relação resultaram 3 filhos.

Ambos com uma situação financeira semelhante. Mas a Marta queria mais.

Anos depois do nascimento dos filhos, a Marta, formada em Direito, candidatou-se a um lugar na Função Pública, o qual lhe daria maior estabilidade e um melhor ordenado, em suma fá-la-ia dar o salto de carreira que tanto ambicionava.

Ficou com o lugar.

Contudo por este ser numa outra cidade, teve que se mudar, juntamente com a sua família.

Empenhada, dedicada e aplicada no seu trabalho, a oferta de várias promoções consecutivas, não se fizeram esperar.

Paulo, por seu lado acomodou-se e não acompanhou a evolução de Marta, quer a nível financeiro quer a nível intelectual e esta última, distanciou-os e gerou um abismo entre eles, o que se refletiu na sua relação.

Acresce que como advogada de sucesso, a Marta tinha um cuidado especial com o seu aspeto físico o que começou a provocar crises de ciúmes no Filipe, possivelmente frustrando-o, levando-o muitas vezes a ser agressivo.

Ao longo do tempo a situação começa a ser insustentável, deixando de haver espaço para conversar, passavam-se semanas e as trocas de palavras eram parcas e quando existiam eram massacrantes e violentas.

A relação torna-se num inferno

Marta tentou as soluções habituais nestes casos: grupo de amigos, família, terapia mas o Paulo recusava assumir o problema existente entre os dois.

Mesmo perante os falhanços Marta recusava-se terminar esta relação.

Porquê?

Ela não conseguia ver uma porta de saída.

Os valores familiares, as responsabilidades, sobrepunham-se a si

Mesmo a sentir a dor da traição, a dor da solidão, a dor da saudade e tantas outras dores, mesmo sabendo que não há volta a dar… manteve-se.

Até aquele dia em que por si teve que tomar uma decisão… separou-se

Alugou uma casa, comprou alguns móveis e mudou-se, deixando para trás uma história que começou bonita, mas que não teve um final feliz. Marta sabia que a separação era inevitável, e que naquele momento era a única saída… contudo sofria… doia-lhe.

Era difícil

Era difícil cortar o vínculo, mesmo no meio de tanto sofrimento. Era difícil encarar que não ia ter o seu felizes para sempre e por isso durante algum tempo, preferiu ficar presa em esperanças vãs, nas boas memórias do passado, num amor que um dia existiu, nas juras de amor, na crença de que o outro mudaria com o passar do tempo.

Quando o amor acaba fica um vazio imenso e uma grande tristeza pelos sonhos que não serão realizados, pelas promessas que não se irão cumprir.

O grande vínculo que norteava a vida foi quebrado.

Tiraram o chão dos seus pés… caiu.

Com o passar do tempo, entendeu que o passado teria de ficar no passado.

Entendeu que velhas portas precisavam de ser fechadas para abrir novas.

Era  tempo de aceitar que tinha acabado.

Era tempo de fazer o luto.

Era tempo de ter tempo.

E para não eternizar este processo a Marta teve que fazer o seu luto.

E uma separação envolve luto e tem estágios característicos até que ocorra a libertação total e seja possível superar o rompimento.

E a Marta, assim como tantas mulheres, sofreu o seu luto, mas conseguiu seguir em frente. 

Conheça no nosso próximo artigo as fases do luto, tão necessárias para que a sua vida siga em frente.

“Nada é mais difícil, e por isso mais precioso, do que ser capaz de decidir.” – Napoleão Bonaparte

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