Vou de férias, sem grandes planos, simplesmente parar, dormir, comer e tratar de mim. Para depois reorganizar-me e abraçar os novos tempos que se aproximam.
Andamos tão concentrados na nossa vida do dia a dia, na nossa vida na sua generalidade que nos tornamos incapazes de parar e olhar ao nosso redor.
Temos uma necessidade de fazer muito e mostrarmos desse modo a nossa importância ao mundo. Como somos importantes como mulheres, mães, trabalhadoras… e esquecemos que ninguém, e por muito que custe nem nós… é insubstituível.
“Quanto mais faço, mais útil sou, mais reparam em mim, mais importância me dão … maior é o meu valor”
Mas é mesmo? O valor que eu tenho para os outros deve ser maior quanto mais eu dou de mim? Quanto mais eu me esgoto na minha própria existência?
E se eu parar?
E se eu me der ao luxo de parar?
Que me acontece?
Fico sozinha comigo mesma.
E isso é bom?
É assustador?
Faz-me pensar quem sou eu afinal sem as luzes e os barulhos dos miúdos, da cozinha, do trabalho?
E quero isso?
Talvez sim, talvez não.
Seja o que for que dai vier… pela sua saúde pare.
Simplesmente pare.
Deixe-se estar.
Respire.
Olhe.
Aproveite a aragem do vento.
Mas pare.
Lembre-se da velha máxima dos taxistas… tudo é passageiro.

Buda