É possível que já se tenha encontrado com estas palavras e se tenha questionado sobre o seu significado.
O Setembro Amarelo é uma campanha de consciencialização sobre a prevenção do suicídio que teve a sua origem no Brasil em 2015 com a proposta de associar a cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de Setembro).
A ideia é pintar, iluminar e estampar o amarelo nas mais diversas resoluções, garantindo maior visibilidade à causa.
Criar consciência para a prevenção do suicídio.
Ao fazer uma pesquisa sobre o assunto vi muitas palavras técnicas mas que pouco reflectem o sentir de quem se vê perante esta situação, quer seja de quem a experiencia na primeira pessoa, como de quem a rodeia.
Ouve-se muitas opiniões sobre o assunto e faz-se julgamentos de valor do sofrimento de cada um. Dá para acreditar? Julgar a dor de uma pessoa? Quantas vezes se ouve que quem se suicida é um cobarde ou pelo contrário uma pessoa de muita coragem?
Não é uma coisa nem outra… é alguém que vivencia um dia, uma hora, um minuto atrás do outro um sofrimento atroz, que está num beco frio e vive enrolado nos seus próprios pensamentos negros, obsessivos e em espiral e que merece toda a nossa empatia.
E para mim o Setembro Amarelo é isso mesmo, empatia e respeito por quem sofre. E perceber que por vezes essa mesma pessoa não tem forças para sair da cama muito menos para pedir ajuda.
É estar atento aos sinais de que um sorriso pode estar a esconder um esforço abismal para que a família ou amigos não sintam que é um fardo… não sintam aquilo que a própria pessoa se sente, uma nulidade, um pó, um buraco negro.
Estejam atentos às pessoas que vos rodeiam, façam eles parte daquilo que chamamos de grupos de risco (pessoas socialmente isoladas, idosos, adolescentes, com perturbações de humor; esquizofreniforme ou associadas a bebidas alcoólicas e outras substâncias psicoativas) ou não.
Segundo o site da DGS baseando-se nos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), suicidam-se diariamente em todo o mundo cerca de 3000 pessoas – uma a cada 40 segundos – e, por cada pessoa que se suicida, 20 ou mais cometem tentativas de suicídio. O número anual de suicídios ronda actualmente o milhão, ou seja, cerca de metade de todas as mortes violentas registadas no mundo, estimando-se que, em 2020, esse número atinja 1,5 milhões.
Em Portugal, a taxa de suicídios por 100.000 habitantes, em 2010, foi de 10,3, taxa superior à de quaisquer outras mortes violentas, nomeadamente por acidentes de viação e acidentes de trabalho
Perante a frieza dos números, estamos mesmo a falar de um pequeno problema?
E será que não cabe a cada um de nós fazer a diferença?
Somos assim tão indiferentes ao sofrimento do outro
Todos podem ser divulgadores desta causa vital.
Pode organizar acções na rua, caminhadas, passeios de bicicleta, roupas amarelas ou simplesmente o uso do laço no peito já despertam atenção e contribuem para a consciencialização.
Mas principalmente quer seja em Setembro ou noutra qualquer altura do ano…
Se conhecer alguém que tenha passado por esta situação e tenha sobrevivido, por favor… não julgue.
Em baixo deixo alguns links e contactos que me parecem importantes:
https://www.dgs.pt/documentos-e-publicacoes/plano-nacional-de-prevencao-do-suicido-20132017-pdf.aspx
SOS Voz Amiga
Lisboa
Das 16h às 24h
213 544 545 – 912 802 669 – 963 524 660
SNS 24

sempre a tentar fazer com que as outras se sintam mais
felizes. Porque elas sabem como é se sentirem
absolutamente sem valor e não querem que ninguém
sinta o mesmo.”
Robin Williams