Para muitos o Outono é uma altura do ano de despedidas. O regresso ao trabalho, a Escola dos miúdos, os dias mais pequenos, a temperatura mais fria, tempos mais caseiros… um tempo de espera para o Natal ou para o Verão.
A maneira como vivenciamos o Outono, é um espelho de como vivenciamos a nossa própria vida… um tempo de espera para uma altura mais fugaz onde acreditamos que está a felicidade.
A felicidade não está lá, algures no tempo, a felicidade está aqui. Está na nossa vida do dia-a-dia. A nossa felicidade está no modo como encaramos cada minuto da nossa vida.
Há quanto tempo não aprecia uma noite de lua cheia? Há quanto tempo não se maravilha com as cores da Natureza à sua volta? Com o riso de uma criança? Com um cão que lhe pede festas? Com o/a desconhecido/a que lhe sorri ao acaso?
O Outono embarga em si a transição, a mudança, a renovação. Ensina a largar o velho, a abrir mão do que foi para dar espaço para o novo, para o que será. É o tempo de analisarmos a bagagem que trazemos para percebermos o que ainda nos é adequado do que já não tem significado. Tempo de perceber se estamos a carregar mais peso do que deveríamos na nossa mochila emocional, espiritual, física, intelectual e comportamental. Tempo de aceitar e desprender.
Comece por olhar para a sua mala de mão, precisa mesmo de tudo o que tem? Olhe para os armários de roupa, ainda lhe serve tudo? Precisa de tudo? Como se sentiria se pudesse dar a quem precisa aquilo que já não lhe serve a si?
E depois olhe para si. Que pensamentos e comportamentos a estão a impedir de progredir?
