Nos últimos séculos as relações matrimoniais eram controladas pelas Instituições da altura nomeadamente a Igreja ou a própria Família, por interesses financeiros ou sociais… questões práticas e pragmáticas. Casava-se por interesse puro e duro.
Portanto quer houvesse zangas, insatisfações, o casamento era para manter… até que a morte os separe.
Ora nas últimas décadas o paradigma foi alterado, pela primeira vez casamos por afeto, por amor e não por decreto… fazendo aparecer o chamado amor romântico.
Começámos a acreditar que podemos gostar de uma pessoa, podemos sentirmo-nos bem só de estar na sua companhia.
Idealizamos o casamento para a vida baseado naquilo que de mais volátil temos… as emoções.
Acreditamos, e bem, que o casamento tem de ser acompanhado pelo amor
Mas isto paradoxalmente fragiliza a Instituição casamento.
Mas será que podemos fazer alguma coisa para evitar o fim?
Pouco e o que se pode fazer é difícil e nem todos estamos capacitados para isso… e tudo bem a maioria não está… mesmo.
Então o que se pode fazer?
- Perceber esta dinâmica que tudo passa e nada é eterno. Perceber que nos vamos desencantar por quem estivemos encantados.
- Olhar o outro. Vê-lo, percebê-lo.
- Auto-conhecimento… reforçado. Se eu vejo o outro o outro também me vê e vai-me espelhar falhas minhas que eu até então não tinha percebido… e pior… posso não querer perceber… e pior um pouco… posso não gostar. Afinal não sou tão bela ou interessante quanto pensava.
E agora diga-me lá… afinal como é que ainda há casamentos que resistem?